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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Desigrejados e "The Send" | #TeologiaNaPrática #01



#thesend #desigrejados #TnP

#TeologiaNaPrática nosso bate papo teológico!
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Quem são os desigrejados?
Por que não se tornam membros de uma igreja?
Quais suas razões para rejeitarem?
Como surgiu esse movimento?
O que é e como surgiu o THE SEND?


terça-feira, 7 de julho de 2020

DE JOELHOS NO CHÃO E CORAÇÃO ALTIVO

“Entre os vários erros cometidos pela cultura moderna, um deles é tentar negar que a culpa é um instrumento essencial de humanização” (Luiz Felipe Pondé)

Esse diagnóstico do filósofo pode ser encontrado no meio cristão de uma maneira gritante, em especial no meio evangélico. Perceba como as pregações humanistas são populares hoje, a prática de enaltecer o homem está presente nas canções e pregações, praticamente em todas as igrejas.

Não se ensina mais a necessidade de submissão a Deus, a bíblia é interpretada ao gosto do público, pastores, como nos lembra Willian Lane Craig, deixaram de ser mestres para se tornarem gerentes, líderes, cujo o objetivo é motivar as pessoas a participar dos eventos. Infelizmente muito se tornaram meros animadores de auditório, para pessoas que buscam entretenimento aos finais de semana.

Contudo, precisamos perceber que isso não é algo novo, é comum pensarmos esses males como sendo fruto de nossa época, infelizmente não é, aliás esse pensamento também é uma cegueira que possuí a mesma essência, a cegueira para o fato de que o ser humano é insuficiente, tem em si a irresistível tendência para pecar contra Deus.

Vejamos o que a Bíblia nos ensina:

Isaías 29:13 Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim e, com a boca e com os lábios, me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído.

Mateus 7:4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? 7:5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Veja, caro leitor, como sempre fomos hipócritas, o povo adorava a Deus com os lábios, mas o coração estava longe, era apenas aparência; Jesus censura àqueles que ficavam recriminando seus semelhantes mas faziam coisa pior. Essa sempre foi a tendência humana, afinal acusar o outro naquilo que sou melhor – ou que ao menos aparento ser melhor – me faz me sentir mais santo. Reconhecer a própria carência é muito difícil pois causa dor.

Mas é por isso que ser cristão é tão difícil, ser frequentador de Igreja é muito fácil, basta cantar, dar uns glórias a Deus forte, dependendo da Igreja pular, bater palma e rodar, me ajoelho um pouco no início do culto ou um pouco antes do culto e está feito o ritual, ou seja, dobramos nossos joelhos mas não dobramos nossos corações e mentes. Nada mais distante de ser cristão que isso.

Para realmente ser cristão temos que reconhecer o mal dentro de nós (Romanos 7.19-20), dobrar nossos joelhos, nossa mente e coração e confessar a Deus quem somos de verdade, assim como Jacó teve que fazer com o anjo, dizer sou Jacó, sou pecador, mau, só Cristo pode me salvar. Mas dizer não é suficiente, é preciso viver assim. Essa fala será vazia se em seguida eu me levanto e digo: “EU tomo posse”, “EU repreendo”, “ EU abençoo”, “EU recebo”... e várias outras expressões que exaltam o EU, quando deveríamos exaltar Cristo, Aquele que morreu e ressuscitou para nos salvar. Ele pode fazer, a Ele pertence tudo, inclusive minha vida (Salmo 19 e 24). Cristo tem Direito, é dono de tudo, pois o Pai, Deus deu a Ele, nós só temos carências, pecado, maldade e devemos tudo a Cristo.

Além disso, devemos lembrar que o pecado e o mal é a condição de todo ser humano, não temos condições de fazer um mundo melhor ou uma sociedade melhor, apenas Deus tem poder para nos redimir. Por isso vamos nos curvar diante de Deus e sentir a dor do mal que habita em nós e assim nos curvarmos diante Daquele que pode nos perdoar e nos dar alguma alegria durante essa existência caída e assim podermos ter vida de verdade, pois só ele é a Ressureição e a Vida; Jesus é nossa vida aqui, mas também é o nosso Salvador que através de seu sangue nos dará acesso à vida Eterna. Que Deus nos abençoe e nos ensine a verdadeiramente ajoelharmos diante Dele.


terça-feira, 23 de junho de 2020

O DISCURSO DESUMANIZADOR RACISTA



Por que o preconceito contra os negros merece mais atenção que o preconceito contra os latinos e asiáticos? [...] Por que a imprensa brasileira divulga e promove a comoção nacional pela morte da vereadora Marielle Franco e ignora o assassinato da policial branca mãe de família lá no Rio Grande do Sul?

No dia 29 de maio deste ano aconteceu a morte de George Floyd nos EUA, fato que desencadeou uma série protestos por todo o país, alguns com violência e depredação de patrimônio público e privado. Chegando ao extremo de incendiarem igrejas.

Que o racismo é desumano não temos a menor dúvida, o espantoso é o processo de desumanização, em parte sutil, mas presente em toda a história humana. Desde a antiguidade povos foram dizimados simplesmente por serem considerados inferiores.

Luiz Felipe Pondé (2019,p.89) ao refletir sobre essa massificação aplica essa ideia do discurso desumanizados a questão do aborto, mostrando como se trata da desumanização do feto:

Chama-me atenção a fúria como as campanhas pró-aborto repetem o movimento de desumanização, agora do feto: “Feto não é gente, pode jogá-lo fora”. Campanhas assim (de definição do “humano”) já foram realizadas em outros momentos da história e aplicadas com sucesso a outras vítimas[1].

Basta lembrarmos que a escravidão africana se deu exatamente pelo discurso de que o negro não era um ser humano completo pois não tinha alma, ou ao menos não seriam dignos de ser considerados humanos até que se convertessem ao cristianismo. Além disso temos o holocausto nazista que é o mais claro e recente exemplo do que estamos tratando aqui, um discurso propagado dizendo que os judeus não eram dignos de ser considerados humanos ou iguais.

Talvez o caro leitor esteja vibrando, dizendo: é isso mesmo, ao longo da história os negros foram considerados inferiores e agora é hora de cobrarmos essa dívida histórica e nos impor sobre os brancos que foram e são os opressores.

O problema é que esse discurso é tão desumanizador quanto o primeiro. Por que o preconceito contra os negros merece mais atenção que o preconceito contra os latinos e asiáticos? Esses últimos são tão graves e comuns nos EUA quanto o primeiro. Por que a imprensa brasileira divulga e promove a comoção nacional pela morte da vereadora Marielle Franco e ignora o assassinato da policial branca mãe de família lá no Rio Grande do Sul?

A resposta é relativamente simples. A importância não está na vida humana, como se diz, a relevância da vida dessas pessoas é medida pelo ganho que terei no fortalecimento do meu discurso, pois o que me interessa não é a indignação contra o policial cruel que ajoelhou sobre o pescoço de um homem, que por sua vez não esboçou nenhuma reação após a abordagem dos policiais, perceba que aqui uso a expressão “um homem”; o ativista usaria “um homem negro”; pois para o ativista (que nem sempre pertence àquela etnia) o negro vale mais, não por amor ao seu povo, mas por amor a sua causa política.

É lamentável, mas o racismo não vai acabar tão cedo! Infelizmente somos racistas devido a nossa condição de caídos, pecadores, isso faz que eu me sinta superior a meu semelhante. Basta você pensar em alguém que você desaprove e pensar se não tem ao menos uma ponta de sentimento de superioridade, esse sentimento é o começo do racismo, em essência não é diferente, o que muda é o grau, o sentimento de superioridade que temos em relação a alguém pode se tornar racismo, bastando que tenhamos esse sentimento de superioridade a todos, que pensem como ele; adorem a mesma divindade ou tenham votado no mesmo candidato. Claro que também pode ser um sentimento de superioridade a todos de uma etnia ou nacionalidade, no fundo é a mesma coisa e tem a mesma origem em nossa condição, só imaturos e mentirosos não percebem isso.

Talvez o caro leitor esteja se perguntando se sou racista. Posso te afirmar que não sou racista, vejo todos os seres humanos como meus iguais, mas não posso dizer que estou livre desse sentimento de superioridade. Como disse Paulo: “o pecado habita em mim” (Romanos 7.19-20), por isso preciso me policiar para não me tornar um racista seja contra a etnia, religião ou pensamento que for.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Não pague para ser condenado

"se dermos o dízimo pelos mesmos motivos que os fariseus estamos apenas pagando pedágio a caminho do inferno"



De tempos em tempos a discussão sobre o dízimo vem a tona, seja no ambiente congregacional das igrejas ou mesmo em meios seculares em forma de críticas àqueles que defendem essa prática. Também não é raro vermos líderes evangélicos defendendo que o dízimo não é bíblico.

Com todo respeito a todas as opiniões, e sem querer me exaltar, mas já me exaltando; acho que ambas as posições são insuficientes para explicar o que Jesus ensinou sobre dízimos e ofertas. 

Se de um lado os que defendem a prática do dízimo como mandamento e seu cumprimento sendo necessário para salvação estão operando na lógica religiosa, aqueles que combatem a prática do dízimo sob o argumento de que não vivem uma religião estão operando na lógica humanista que busca adaptar os ensinos bíblicos aos ideais humanos, criando assim uma religião moderna e confortável para a mente do indivíduo contemporâneo. 

Jesus ao confrontar os fariseus (Mateus 23.23-25) os chama de hipócritas porque davam o dízimo mas ignoravam os fundamentos da Lei, que são a justiça, a misericórdia e a fé; acrescentando que eles deviam fazer um sem ignorar o outro; ou seja, Jesus não está dizendo que não devemos dar o dízimo e as ofertas mas está dizendo que se não entregamos o dízimo pelas razões certas estamos em pecado, se dermos o dízimo pelos mesmos motivos que os fariseus estamos apenas pagando pedágio a caminho do inferno.

Então o que deve nos motivar a entregar dízimos e ofertas na igreja? Antes de responder entendo ser necessário mais algumas considerações sobre a lógica religiosa dos fariseus que perdura até hoje. Realmente há ensinos que colocam um peso sobre os irmãos, constrangendo as pessoas a darem dinheiro para líderes cegos e gananciosos (Mateus 23.14 e 26) que não se importam com a pregação do evangelho mas estão preocupados com seus ganhos pessoais e com a administração da instituição. Isso leva a ideias como enunciamos acima, pendendo para o humanismo que tende a negar qualquer mandamento ou dever por parte do cristão.

Caro leitor, atenção por favor, não estou aqui defendendo que dar o dízimo seja um mandamento ou obrigação que implique em pecado caso seja descumprido; o que estou dizendo é que entregar o dizimo ou não entregar não é nada em si, isso será pecado ou não pela motivação de cada um. Ou seja se entrego para cumprir uma obrigação e ficar bem aos olhos da minha liderança estou em pecado, pois minha motivação é puramente humana e pior é política pois estou me curvando e respeitando mais a “autoridade” humana que Deus, ou pior, estou atribuindo autoridade divina a um líder que Deus não atribui pelas escrituras; igualmente se deixo de entregar o dízimo por avareza também estarei em pecado pois meu amor ao dinheiro é maior que meu amor às coisas de Deus, pois onde estiver meu coração, ali estará o meu tesouro (Mateus 6.19-21).

Então vamos lá, sem mais rodeios, qual a motivação correta, bíblica para se entregar o dízimo? Uma só. Nós fomos salvos, vivemos na comunidade dos santos, amamos nossos irmãos em Cristo Jesus e desejamos contribuir com essa comunidade, em nossos dias sabemos que há contas a se pagar, aluguéis, e o mais importante há obreiros e irmãos que precisam da ajuda financeira da igreja, portanto se sabemos que a igreja usa o dinheiro do dízimo para tais finalidades devemos entregar com alegria para que o povo de Deus seja beneficiado.

Pare com argumentos tolos, dizendo que é para obra de Deus, pois o Deus que servimos não precisa de dinheiro para realizar sua obra e alcançar os homens para salvação. Mas o dinheiro é sim para o beneficio daqueles que estão buscando a Jesus e anunciando a salvação.

Por fim é importante repetir: não é a ação que condena ou que salva e sim a motivação, cito novamente Mateus 6.19, onde estiver o meu coração ali estará o meu tesouro; o que você ama mais, a Cristo e a igreja ou ao dinheiro? A quem você serve? Jesus perguntou a Pedro se ele O amava; quando Pedro disse que amava Jesus mandou que ele apascentasse as ovelhas; quem ama a Cristo O serve.

Contudo Deus não precisa ser servido (Atos 17.25), servimos a Deus quando servimos a Igreja, ou seja, servimos a nossos irmãos. E entregar o dízimo é uma das maneiras de servirmos a nossos irmãos em Cristo.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Deus “não” está no controle!


Sinceramente esse “deus” anunciado por esse rapaz não é digno de respeito, consideração, admiração, muito menos adoração. O personagem que ele anuncia não é o Deus de Israel, é apenas um amigo imaginário que massageia o ego dele.



É bem verdade que as heresias sempre existiram e não devemos nos assustar ou nutrir grandes preocupações, tampouco empreender campanhas, guerras “santas” ou cruzadas contra os hereges. Não vale a pena! Aliás quem devota a vida a ficar se digladiando nas redes sociais em “defesa da fé” está com a “vida ganha”, não tem boletos pra pagar; nem uma vida devocional com Deus para se preocupar. 

Contudo, não quero com isso dizer que não devemos responder às heresias, apenas não devemos perder tempo com elas, na verdade a resposta é necessária até para nós mesmos, pois a nossa fé precisa estar fortalecida e firmada em Deus através das escrituras. 

Essa semana recebi um link de mais uma pérola de um jovem palestrante (não dá pra chama-lo de pregador, muito menos de pastor, ou qualquer outro termo que designe ministério), em um vídeo, ele afirma que se Deus estivesse no controle de tudo não existiria coronavírus[1]

Tenho certa compaixão dessas pessoas, pois é uma fala tão ingênua, que não sei como ele consegue se levar a sério dizendo isso. Sempre lembro de uma reflexão do Luiz Felipe Pondé (volto a citar um ateu, pois ao contrário do palestrante gospel, ele pensa para falar) em que ele diz que se tornou ateu quando criança e que é muito fácil ser ateu exatamente pelo fato do mundo não fazer sentido e existir muita maldade, nesse contexto é inconcebível um Deus todo poderoso e bom. Contudo o mesmo filósofo admite que o Deus judaico-cristão é uma possibilidade inteligente e que demanda muita sofisticação para lidar, pois é um ser que é em si mesmo, ou seja, Ele é causa de si mesmo, fora do tempo e da linguagem, em outras palavras, eterno e não pode ser entendido plenamente pela mente humana, consequentemente não é totalmente explicável. 

Mas voltemos a nosso palestrante, veja se não devemos ter compaixão dele: como é triste acreditar em um “deus” fraco, que é surpreendido por um vírus, incapaz de impedir a existência de um vírus; pior, cria-se esse demiurgo [termo que designa um ‘deus’ menor, de segunda classe na mitologia grega] apenas pela covardia de se admitir e se submeter a um Deus onipotente que não fica o tempo todo dizendo o quanto nos ama, pois ao contrário de suas palestras onde o “deus” que ele prega vê um valor infinito na humanidade, a bíblia nos confronta profundamente, mostrando o quanto somos frágeis, insuficientes e carentes do Deus todo poderoso. 

Sinceramente esse “deus” anunciado por esse rapaz não é digno de respeito, consideração, admiração, muito menos adoração. O personagem que ele anuncia não é o Deus de Israel, é apenas um amigo imaginário que massageia o ego dele. 

Contudo caro leitor, esse pensamento não é recente, desde o início da era Cristã isso é discutido, no século XVIII, o filósofo David Hume formulou o problema da incompatibilidade entre Deus e o mal da seguinte maneira: 

Se ele quer evitar o mal, mas não é capaz de fazê-lo, então ele é impotente. Se ele é capaz, mas não quer evitá-lo, então ele é malévolo. Ora, se ele quer evitar o mal e é capaz de evitá-lo, então como se explica o mal?[2]

Claro que cremos pela bíblia que Deus é completamente bom e todo poderoso (onipotente), então como responder a pergunta do filósofo? Ora, essa resposta é bem simples mas inaceitável para quem segue essa filosofia humanista que retirou Deus do centro e pôs o homem. 

Após pecar no Édem Adão legou toda a humanidade ao pecado e com isso ao sofrimento, o mal é consequência disso, não faria sentido pessoas más, desobedientes, incapazes de honrar ao seu Criado, viverem em um mundo perfeito. Ou seja, o mal existe porque nós existimos, para retirar o mal do mundo Deus teria que nos retirar do mundo, como quase fez na época de Noé. 

Paulo muito tempo depois de convertido afirma que o mal habita nele (Romanos 7.19-20), portanto o mal (doenças, calamidades, violência, etc.) existirá no mundo até que Jesus volte e transforme aqueles que creem Nele e condene os que o rejeitaram. Lembre não é nosso pecado que nos condena, mas a rejeição ao perdão oferecido por Cristo na cruz. 

Não se engane meu caro amigo e irmão em Cristo, essas bobagens, que são conceitualmente heresias pois afetam a compreensão da obra redentora de Deus, são apenas fruto da vaidade de pessoas que não se curvaram ao Senhor Jesus, ao Deus soberano e pensam que podem dizer quem é Deus. Eles deviam ler mais o livro de Jó. 

ASSISTA TAMBÉM: O verbo se fez carne



[1] https://pleno.news/fe/victor-azevedo-e-criticado-por-duvidar-da-soberania-de-deus.html 

[2] David Hume. Dialogues ConcemingNaturalReligion. Indianapolis, Bobbs-Mcmll, 1980, parte 10, p. 198 apud CRAIG, William Lane. Apologética para questões difíceis da vida. São Paulo: Vida Nova, 2010. Tradução de: Heber Carlos de Campos.



terça-feira, 12 de maio de 2020

A dEUSA ESTÁ MORTA

 Segundo os cientistas, verdades inquestionáveis só existem nas religiões.



Em seu livro "A GaiaCiência", o filosofo Friedrich Nietzsche "decretou" a morte de Deus, colocando a ciência em seu lugar, fazendo dela a deusa da modernidade. Mas parece que tamanha idolatria está levando a morte dessa deusa, ao menos de seu monopólio, transformando a ciência em uma religião politeísta, submetendo as pesquisas e o conhecimento cientifico a ideologia política.

O filósofo Luiz Felipe Pondé nos lembra que a ciência nunca foi monolítica (um bloco único e indivisível), sempre houve divergências entre pesquisadores. Para usar o exemplo do próprio Pondé, podemos pensar nos debates sobre o uso da “cloroquina” no tratamento do coronavírus; como ele mesmo afirma há pesquisadores sérios defendendo o uso do medicamento, ou usando de maneira controlada o medicamento para que se tenha mais dados; e outros pesquisadores, tão gabaritados quanto os primeiros que alertam sobre seus riscos, chegando a se posicionarem de maneira radical contra o seu uso. 

Mas nesse cenário de pandemia percebemos algo muito relevante, para a maior parte das pessoas é mais importante reproduzir discursos feitos pelas suas lideranças políticas, sejam daqueles que estão no poder ou de seus opositores – ambos estão agindo da mesma forma, que analisarem as pesquisas científicas. Isso vale não só no Brasil, mas em todo o mundo, a própria OMS fez chutes sem que houvesse um parecer científico. Importa aqui dizer que ciência é método, é aí que vemos a idolatria de muitos. Sem que se evidencie os métodos são feitas afirmações que por sua vez são tomadas como verdades inquestionáveis. Segundo os cientistas, verdades inquestionáveis só existem nas religiões. 

Mas o que a Bíblia nos diz sobre isso? Bom, a ciência vem avançando de maneira espantosa desde meados do século XX, houve um desenvolvimento técnico científico sem precedentes na história humana, isso a Bíblia disse que aconteceria, veja em Gênesis 11.6, em que mediante a vaidade dos homens de construir uma torre Deus afirma que não limitará mais os empreendimentos humanos; e Daniel 12.4, em que o profeta afirma que nos últimos dias haveria grande correria e a ciência iria se multiplicar. 

Perceba caro leitor, não é esse avanço científico algo tão lindo; ou melhor, deveria ser, mas como rejeitamos nosso Senhor e criador, até a ciência é decaída, gerando toda essa idolatria. Nós, com nossos corações inclinados para o mal, sequer ligamos para as conquistas do conhecimento humano, preferimos dar ouvidos às nossas ideologias a nos esforçarmos para compreender a realidade, prefere-se criar núcleos para discutir (brigar mesmo), mascarar pesquisas, manipular resultados, criar modelos de “pico” de contágio sem dados suficientes (aliás, como teremos um pico de contágio, estando todos em isolamento social? Ora, o pico de contágio só será alcançado quando estivermos interagindo normalmente...). 

Diante de tal cenário, vemos duas coisas, a vaidade humana criou uma deusa, o que não é nada demais, pois desde que o homem decaiu da presença de Deus lá no Édem, ele vem criando seus deuses; e esse corona vírus veio mostrar a morte dessa dEUSA, ao menos o seu fracasso em tentar ficar no lugar do DEUS VIVO. 


Leia também para completar a compreensão: Somos todos Nazistas (aqui demonstro a necessidade de duvidarmos e não idolatrarmos o nosso conhecimento).

Assista também:



terça-feira, 5 de maio de 2020

Igrejas fechadas, cultos proibidos! Estamos Desigrejados?



Estamos proibidos de cultuar a Deus! Fecharam as igrejas! “Ninguém vai fechar minha(s) igrejas!” [...] as afirmações acima só podem vir de pessoas que não sabem minimamente o que é igreja ou culto. Igreja não é o prédio, culto não é o ajuntamento das pessoas. 



Estamos proibidos de cultuar a Deus! Fecharam as igrejas! “Ninguém vai fechar minha(s) igrejas!” Frases que ouvi nesse período de isolamento social. Moro em BH, cidade em que em nenhum momento se proibiu as igrejas de funcionarem, apenas se orientou que usasse máscara, fosse feita a higienização e o número de pessoas fosse bem reduzido.

Mas as afirmações acima só podem vir de pessoas que não sabem minimamente o que é igreja ou culto. Igreja não é o prédio, culto não é o ajuntamento das pessoas. Igreja, do grego “ekklisía” significa “assembleia de fora” ou “chamados para fora”; nesse sentido a igreja são as pessoas que creem em Deus, invocam Seu Nome e anunciam seu reino, se essa mensagem é proclamada pela internet, em cima de um púlpito em um imóvel ou debaixo de uma árvore em praça pública não faz a menor diferença. Quanto ao culto, esse não é a reunião das pessoas mas a oferta de adoração e gratidão entregue por essas, nesse sentido eu posso estar em um local de culto e não cultuar, mas posso estar na minha casa e verdadeiramente estar cultuando. Cristo disse a mulher samaritana que não importava o lugar, importa se adoramos em espírito e em verdade (comunhão e sinceridade – João 4).

Com isso caro leitor, não se preocupe se o local que você estava cultuando está fechado, cultue da sua casa, não é o culto que está sendo online, apenas a transmissão da mensagem – cantada ou pregada – que está sendo via internet, isso na verdade é motivo de louvor a Deus, pois assim podemos compartilhar com muito mais pessoas, lembrem que na internet cabe muito mais gente que dentro de um imóvel, por maior que ele seja.

Por fim, esqueça as narrativas políticas, viva a sua fé, ouça as pregações de seu(s) Pastor(es) e continue firme pois Deus está no controle de todas as coisas. Quanto às lideranças, assumam a frente do seu povo, entregue palavras relevantes e que realmente instruam as pessoas, não permita que lobos e falsos profetas perturbem àqueles que Deus colocou sob sua responsabilidade. Que Deus abençoe a todos.